COLÉGIO ANTÔNIO ALVES RAMOS- Educação Consciente

TEMA NORTEADOR/ 2.011:

Educação e vida: compromisso com o planeta.

OBJETIVO: Educar para a vida, promovendo ações fraternas comprometidas com o planeta.

PROJETO DO 4º ANO:

Um por todos...e todos pelo futuro do planeta!

***Objetivo geral:

Sensibilizar para o respeito à diversidade das relações fraternas.

Promover situações práticas em defesa à sustentabilidade do nosso planeta.

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4º ANO/ 2.011

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

MISSÕES: VIAGEM DE ESTUDOS...


1ª visita:Catedral Angelopolitana

A Catedral Angelopolitana está situada no município de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. É a principal atração turística da cidade. É o principal templo da Diocese de Santo Ângelo.
O início de suas obras data de 1929 e seu estilo lembra o templo da redução de São Miguel Arcanjo. Seu estilo é neoclássico, com arcos, colunetas, molduras e ornamentação. Está localizada no mesmo lugar da igreja da redução de Santo Ângelo Custódio. Há no alto do pórtico imagens esculpidas em pedra grês, representando os santos padroeiros dos Sete Povos das Missões: São Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São João Batista, São Lourenço Mártir, São Miguel Arcanjo e Santo Ângelo Custódio (Santo Anjo da Guarda).
No seu interior, abriga uma imagem em madeira de Cristo morto, de origem missioneira, em tamanho natural, datada de 1740 e esculpida em cedro.
No espaço atualmente ocupado pela Catedral Angelopolitana, já existiram duas outras igrejas.

A primeira igreja foi construída após 1706, ano de fundação da Redução de Santo Ângelo Custódio.

Os remanescentes arquitetônicos do antigo templo da redução foram reutilizados na construção de uma nova igreja, a segunda no mesmo local. Esta começou a ser erigida a partir do dia 21 de novembro de 1888. Nessa data foi colocada a sua pedra fundamental, contando com a presença de diversas autoridades.

A idéia de substituir a segunda igreja pela atual Catedral surgiu em 1920. O objetivo era edificar um templo que tomasse por base o estilo da antiga igreja da Redução de São Miguel Arcanjo. Em setembro de 1929 foi instalada a pedra fundamental da obra. Por volta de 1955, chegavam ao fim as obras da fachada da igreja, sob orientação do escultor e arquiteto austríaco Valentin Von Adamovich. Mas somente em 1971 é que as torres ficaram prontas.

A Praça Pinheiro Machado se localiza em frente a Catedral Angelopolitana. Pelo fato de ficar em frente à Catedral, a praça se tornou em um local de eventos, como apresentações teatrais, shows musicais e apresentações de orquestras.

Em 2006, foram feitas escavações arqueológicas em torno da Catedral e na Praça Pinheiro Machado. As escavações demonstraram a existência de inúmeros materiais utilizados no tempo da redução jesuítica. Além disso, foi descoberto parte do piso da redução.

Bases do campanário da 1ª igreja

2ª visita: Museu Dr. José Olavo Machado
O principal museu da cidade é o Museu Municipal Dr. José Olavo Machado, localizado no centro histórico. O prédio onde está instalado o museu foi residência do último intendente e primeiro prefeito municipal, Dr. Ulisses Rodrigues.








Quadro: Lenda da Cobra Grande

3ªvisita:

SÍTIO ARQUEOLÓGICO SÃO MIGUEL ARCANJO
Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo
As ruínas são o sinal remanescente do antigo povo de São Miguel Arcanjo, comunidade fundada por jesuítas espanhóis no início do século XVIII para catequizar os índios guaranis. Elas estão localizadas no município de São Miguel, no Rio Grande do Sul, a pouco mais de 500 km da capital Porto Alegre e próximo à fronteira com a Argentina.
É um conjunto de ruínas da redução jesuítica composta de uma praça quadrangular onde se encontram a frontaria da Igreja de São Miguel, construída em 1735, em estilo renascentista, feita em pedras sobrepostas, com 20 m de altura, intacta; uma torre, com 25 m de altura que abrigava 5 sinos(910 kg cada um).Levou 10 anos para ser construída.

Reerguida em 1938, pois ameaçava ruir; vestígios dos aposentos dos padres, com pisos originais; restos da prisão, cozinha, colégio, armazéns, arsenais e oficinas, ruínas do hospital, casa de recolhimento para as viúvas e o cemitério. A Igreja, dentro da área coberta do Museu das Missões, foi projetado pelo famoso arquiteto brasileiro Lúcio Costa, no estilo jesuítico das Missões.
São Miguel-RS, um dos ex-sete povos guaranis da Banda Oriental do Uruguai possui fama especial desde que, em 1983, a Unesco declarou suas ruínas de igreja missioneira Patrimônio Universal ou da Humanidade.
O Sítio é também um lugar que induz a reflexões espirituais, independente da crença religiosa do visitante, pois mostra muitos aspectos do poder da religiosidade, fé e crença em ação. Encontra-se remanescentes indígenas dos Guaranis, com seu artesanato característico, bem como trabalhos e obras de artesãos locais e da região expostos em lojas ao lado do Sítio.
Em todas as reduções missioneiras ergue-se esta Cruz Missioneira. A maior e original, está na praça de fronte ao templo de São Miguel. Com belas proporções arquitetônicas, sendo 4 metros de altura e feita de um único bloco de pedra, um cruzeiro vistoso, digno das atenções de qualquer visitante ou turista, está lá o que chamam-na de a cruz de São Miguel. Mas essa cruz vem sendo chamada no Rio Grande do Sul simplesmente de “Cruz Missioneira”.
A diversidade de nome que se tem dado a essa cruz importa em especial estudo e um tanto de incertezas. Pois para além dos onomásticos “Cruz das Missões”, ocorrem com mais freqüência os seguintes: “Cruz de Lorena”, “Cruz de Borgonha”. Houve quem dissesse simplesmente tratar-se de uma réplica da “Cruz de Caravaca”, sendo Caravaca uma cidade na província de Múrcia, na Espanha.
Embora os estudos indiquem a origem da Cruz Missioneira como a Cruz de Caravaca, ela já incorporou ao imaginário do povo rio-grandense como o símbolo máximo da espiritualidade da região das Missões.
O seu significado segue sendo o de proteção e é ofertada, em forma de relíquia peitoral, ou pedestal, àquelas pessoas que se querem bem.
Os dois braços, que representam a distinção arquiepiscopal ou patriarcal, para diferir da cruz de apenas um braço, são interpretados pela compreensão popular como uma representação da fé redobrada.
http://www.verdestrigos.org/missoes/cruz.asp
http://www.rsturismo.com.br/missoes/atracoes_turisticas.asp

"Quem tem a cruz missioneira
plantada dentro do peito,
tem dois braços pelo esquerdo,
dois braços pelo direito.

Ama sempre em dose dupla,
e exige duplo respeito,
assim ensino a meus filhos
por que aprendi deste jeito."

Pedro Ortaça (Cantor Missioneiro)

http://br.olhares.com/

Segundo o guia turístico a Cruz Missioneira também representa uma espada.
De acordo com a cultura popular e influências diversas, a Cruz pode adquirir outros nomes:

Cruz das Missões
Cruz de Lorena
Cruz de Borgonha
Cruz de São Miguel
Cruz Missioneira
Cruz de Caravaca

Arte Barroca

Arte ensinada pelos padres jesuítas aos índios- Temática religiosa

Fotos tiradas pela aluna Giovanna Munaretto

COTIGUAÇU

O Cotiguaçú era o local onde ficavamm as viúvas e os orfãos nas Missões. Geralmente as mulheres ficavam viúvas muito cedo nas Missões, portanto se voltassem ao convívio de suas famílias, certamente tornaríam-se esposas, e os padres jamais permitiriam a poligamia, causa de muitos dos problemas das Missões. Então, restava providenciar um local para elas, era o Cotiguaçú. As meninas que ficavam sem família moravam no cotiguaçú, até casaren-se.

Nas missões as mulheres não se casavam novamente, somente os homens.

Foto ao lado mostra parte do muro do Cotiguaçu tomado por raízes de uma árvore.

CEMITÉRIO



O cemitério nas Missões era dividido em quatro partes: homens, mulheres, meninas, meninos. Os padres jesuítas eram enterrados dentro das igrejas.


CONCLUSÃO:

A guerra entre os portugueses e os espanhóis que ali aconteceu obrigou os índios a destruírem aquilo que levaram tanto tempo a construir. Eles lutavam por seus ideais e pela sua fé, e não admitiram a idéia de entregar o que tinham feito a aqueles que pensavam que detinham o poder. Foi em 1750 que à colônia de sacramento foi entregue a Espanha em troca dos sete povos, tudo isso graças ao tratado de Madri.

A viagem é encantadora e o lugar consegue repassar a história por todos os lugares, desde a entrada da cidade de São Miguel até o fim da viagem no espetáculo Som e Luz. E o mais legal de tudo é que as Ruínas são muito visitadas, isso demonstra o quanto foi importante às missões para o povo sulino. Conhecer nosso passado é não somente dever, mas sim uma obrigação. A arquitetura impressiona, o projeto de criação e a forma como a redução era dividida também. Uma viagem que vale a pena realizar, tanto pela beleza do lugar, quanto pela história.

Desse modo pode-se ter uma idéia de como funcionaram as reduções jesuíticas e como era a arquitetura missioneira existente na época. Pois, conhecer as Ruínas de São Miguel permite reviver a fantástica obra evangelizadora dos Padres da Companhia de Jesus e a sua determinação em converter à fé cristã os indígenas que habitavam esta região da América. Em busca desse ideal, sacerdotes e índios criaram e deixaram a historia nas pedras das ruínas que restaram dos sete povos.


Galera da viagem: Pais, familiares, alunos e professores

Fontes de Pesquisa:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Angelopolitana
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_%C3%82ngelo#Museus
http://200.132.38.201:8080/dahora/especiais/arquitetura
http://saoluizterramissioneira.blogspot.com/

Adaptação: Profe Janete Motta


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