COLÉGIO ANTÔNIO ALVES RAMOS- Educação Consciente

TEMA NORTEADOR/ 2.011:

Educação e vida: compromisso com o planeta.

OBJETIVO: Educar para a vida, promovendo ações fraternas comprometidas com o planeta.

PROJETO DO 4º ANO:

Um por todos...e todos pelo futuro do planeta!

***Objetivo geral:

Sensibilizar para o respeito à diversidade das relações fraternas.

Promover situações práticas em defesa à sustentabilidade do nosso planeta.

Visite o SITE do nosso colégio:
http://colegioantonioalves.pallotti.com.br/

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http://escolavicentepallotti.blogspot.com/


4º ANO/ 2.011

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terça-feira, 21 de junho de 2011

O ÍNDIO: INTERPRETAÇÃO DE TEXTO/ 4º ANO...

1)Texto para leitura:


O Índio

- Meu Deus, é ele!
Quem já conversou com um índio, assim um papo aberto, sobre futebol, religião, amor... ? A primeira ideia que nos vem é a da impossibilidade desse diálogo, risos, preconceito, talvez. O que dizer então da visão dos estrangeiros, que pensam que andamos nus, atiramos em capivaras com flechas envenenadas e que dançamos a dança da chuva pintados com urucum na praça ou na avenida?
Pois na minha escola no ano de 1995 ocorreu a matrícula de um índio. Um genuíno adolescente pataxó.
A funcionária da secretaria não conseguiu esconder o espanto quando na manhã de segunda-feira abriu preguiçosamente a portinhola e deparou-se com um pataxó sem camisa com o umbigo preto para fora, dois penachos brancos na cabeça e a senha número "um" na mão, que sem delongas disse:
– Vim matricular meu filho.
E foi o que ocorreu, preenchidos os papéis, apresentados os documentos, fotografias, certidões, transferências, alvarás, licenças etc. A notícia subiu e desceu rapidamente os corredores do colégio, atravessou as ruas do bairro, transpôs a sala dos professores e chegou à sala da diretora, que levantou e, em brado forte e retumbante, proclamou:
– Mas, é um índio mesmo?
Era um índio mesmo. O desespero tomou a alma da pobre mulher; andava de um lado para o outro, olhava a ficha do novo aluno silvícola, ia até os professores, chamava dois ou três, contava-lhes, voltava à sala, ligava para outros diretores pedindo auxílio, até que teve uma idéia: pesquisaria na biblioteca. Chegando lá, revirou Leis, Decretos, Portarias, Tratados, o Atlas, Mapas históricos e nada. Curiosa com a situação, a funcionária questionou: – Qual o problema para tanto barulho?
– Precisamos ver se podemos matricular um índio; ele tem proteção federal, não sabemos que língua fala, seus costumes, se pode viver fora da reserva; enfim, precisamos de amparo legal. E se ele resolver vir nu estudar. Será que podemos impedir?
Passam os dias e enfim chega o primeiro dia de aula, a vinda do índio já era notícia corrente, foi amplamente divulgada pelo jornal do bairro, pelas comadres nos portões, pelo japonês tomateiro da feira, pelos aposentados da praça, não se falava noutra coisa. Uma multidão aguardava em frente da escola a chegada do índio, pelas frestas da janela, que dava para o portão principal, em cima das cadeiras e da mesa, disputavam uma melhor visão os professores – sem nenhuma falta –, a diretora, a supervisora de ensino e o delegado.
O porteiro abriu o portão – sem que ninguém entrasse – e fitou ao longe o final da avenida; surgiu entre a poeira e o derreter do asfalto um fusca, pneus baixos, rebaixado, parou em frente da escola, o rádio foi desligado, tal o silêncio da multidão que se ouviu o rangido da porta abrir, desceu um menino roliço, chicletes, boné do Chicago Bulls, tênis Reebok, calça jeans, camiseta, walkman nas orelhas, andou até o porteiro e perguntou:
– Pode assistir aula de walkman?
Edson Rodrigues dos Passos. In: Nós e os outros: histórias de diferentes culturas.São Paulo. Ática, 2001.
Adaptação: Profe Janete Motta


2) Procure no dicionário:
a) preconceito:
b) genuíno:
c) delongas:
d) silvícola:
e) roliço:

2) Trabalhando o texto:
a) Na escola, tudo corria tranquilamente. O que vem mudar esta situação?
b) Por que a diretora consultou os documentos citados no texto?
c) Por que a comunidade tinha expectativa pela chegada do índio?
d) O menino pataxó correspondeu à expectativa que a comunidade tinha a respeito dele? Comente:
e) O menino chega mascando chicletes, usando boné do Chicago Bulls, tênis Reebok, calça jeans, walkman nas orelhas. A que cultura associamos os elementos citados?
f) A expressão brado retumbante aparece em um importante texto brasileiro. Você sabe qual?
g) Como o conflito se resolve no final?
h) Você acha normal a reação das pessoas ao ver um índio? Você também teria esta reação? Justifique sua resposta:

3) Das frases abaixo, qual é a que mais se aproxima da questão cultural indígena tratada no texto?
a) É bom que todos tenham a oportunidade de partilhar os avanços tecnológicos.
b) É uma pena que os povos percam sua identidade.
c) Eu uso esses produtos, mas o índio usando é estranho.
http://desmontandotexto.blogspot.com/

Texto e atividades adaptadas para 4ª Ano T: 41 e 42.


4) Para entender melhor o que está acontecendo com os índios...

Hoje, são 230 povos e, pelo menos a metade, vive quase que exclusivamente das fontes tradicionais (caça e pesca), como os Piripikura que vivem no Mato Grosso, enquanto outros já sabem usar computador, falam português e até atuam como políticos. Como você pode perceber, não dá para generalizar o modo de viver dos índios porque cada grupo vive de um jeito. Muitas pessoas se lamentam por pensarem que os indígenas estão perdendo sua cultura por ficarem cada vez mais parecidos com os homens brancos. Mas os indígenas se defendem e dizem que o modo de vida de toda sociedade se transforma com o passar do tempo e, com eles, não poderia ser diferente.
“As pessoas, normalmente, têm uma imagem do índio de 1500, da época da colonização, que vive na mata e é alheio às tecnologias. Na verdade, tudo caminhou, inclusive nas comunidades indígenas. A cultura é mutável , não é fixa”.
http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/

*** Explique a frase:
A cultura é mutável, não é fixa”.
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BOM FERIADÃO!

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